Artigos, Constelação Familiar

Onde estão as Moedas? As Chaves do Vínculo entre Pais e Filhos

Foto: Pixabay

A meus pais, ao seus pais e aos pais de seus pais. A todos aqueles que transferiram intactas, até chegar a mim, a chama da vida e as moedas justas para uma vida com alma, alegria e sentido.” – Joan Garriga

Esta é uma história-conto do autor Joan Garriga, um dos escritores citados nos estudos e trabalho junto às Constelações Familiares. Se você está procurando por respostas sobre a fluidez do sucesso, da prosperidade e do progresso em sua vida, em qualquer área que esteja chamando a sua atenção agora, essa história é para você.

O texto de Garriga celebra a vida sem subtrair seu realismo, diferente de uma psicologia positiva artificial. Oferece novas perspectivas para a alma, tanto para os que sofrem ao pensar em seus pais, quanto para os que fazem com gratidão ou estão em processo de aceitação deles como são. Fala a linguagem da reconciliação e da paz, mostrando o poder do amor e o caminho para integrar e superar as feridas que impedem a plenitude da própria vida.

Muitas vezes, passamos procurando fora aquilo que precisamos buscar dentro de nós. Muitas vezes, achamos que podemos tapar “buracos emocionais” com tapetes bonitos, borrifando perfume num ambiente velho e empoeirado. Muitos tendem a querer preencher os seus vazios internos com coisas, pessoas, trabalho, relacionamentos, vícios, enfim, tudo para evitar a dor, evitar olhar para a raiz da verdadeira ferida.

Quando a vida vem e nos torce como um pano depois de lavado pela tempestade, nos chacoalha como se fôssemos colocados no liquidificador ou mesmo nos faz olhar para algo de novo que está logo ali, à nossa frente, mas insistimos em não querer ver – seja por medo, por inconsciência ou por autodefesa – somos obrigados a encarar aquilo que estávamos negando.

A cura geralmente vem em seguida desse movimento: a paz depois da turbulência, mas vamos precisar passar pela tempestade, estar conscientes dos padrões que ainda nos assolam e nos impedem de fluir com mais leveza em tudo. A cura pressupõe integração – levar luz àquilo que estava obscurecido, trazer à consciência o que estava inconsciente. E com isso o novo está ali, bem perto, já nos chamando ao pé do ouvido.

O que nos resta, então? A não resistência à mudança, o movimento mesmo em meio à algo que não podemos mudar – a ação no recolhimento – a entrega com presença e sem subserviência, mas com o fluir de uma folha ao vento, rumo à direção certa: o caminho do nosso coração, o resgate da nossa criança interior.

Mesmo que tenhamos pais difíceis, traumatizados ou problemáticos, ainda assim continuam sendo aqueles que nos trouxeram à vida. Essa é a verdadeira gratidão e a maior herança que podemos receber. O que nos resta é trabalharmos essa imagem interiormente, não importa o tempo que leve, curando a nossa criança interior. Nos compete encontrarmos um ponto de equilíbrio no relacionamento em meio a situação como ela é, dentro dos nossos limites, seja numa convivência próxima, seja mantendo uma distância saudável.

Onde estiverem as suas moedas, estará também a sua criança interior e o fluxo sadio do amor que pode ter se perdido: a cura para as suas feridas. Que essa história possa inspirar, gerar clareza e ajudar você a resgatá-la, uma parte de nós que sempre nos chama quando nos sentimos desconectados da vida, que nos pede por mais honestidade, cuidado e amor. Namaste!

“Em uma noite qualquer, de uma época qualquer, alguém teve um sonho: sonhou que recebia algumas moedas das mãos de seus pais. Não sabemos se eram muitas ou poucas, se eram milhares, centenas, uma dezena ou apenas um par. Também desconhecemos o metal de que eram feitas, se ouro, prata, bronze ou talvez ferro.

Enquanto sonhava que seus pais lhe entregavam as moedas, esse indivíduo teve uma sensação de calor em seu peito. Foi invadido por uma grande alegria. Estava contente, encheu-se de ternura e dormiu serenamente o restante da noite. Onde estão as moedas?

Na manhã seguinte, quando despertou, a sensação de serenidade e satisfação persistia. Então, decidiu caminhar até a casa de seus pais. Quando ali chegou, olhou- lhes nos olhos e disse:

Na noite passada, vocês vieram até mim em sonho e depositaram em minhas mãos algumas moedas. Não me lembro se eram muitas ou poucas. Também não sei de que metal eram feitas, se eram de metal precioso ou não. Não importa, porque me sinto pleno e feliz. E venho lhes dizer: Obrigado, elas são suficientes. São as moedas de que necessito e as que mereço. Assim, eu as tomo com gosto, pois vêm de vocês. Com elas serei capaz de seguir meu próprio caminho.”

Ao ouvir isso, os pais, que como todos os pais se engrandecem por meio do reconhecimento dos filhos, sentiram-se ainda maiores e generosos. Interiormente sentiram que podiam seguir dando a seu filho, porque a capacidade de receber amplia a grandeza e o desejo de dar. Então, disseram: “Você é um bom filho. Pode ficar com todas as moedas, pois pertencem a você. Pode gastá-las como quiser, e não precisa devolvê-las. São seu legado, único e pessoal, são para você.”

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Então o filho também se sentiu grande e pleno. Descobriu-se completo e rico e pôde em paz deixar a casa dos pais. Na medida em que se afastava, andava com firmeza, com os pés firmes sobre o solo. Seu corpo também estava bem situado no solo, e diante de seus olhos um caminho claro e um horizonte promissor se abriam.

Enquanto percorria o caminho da vida, foi encontrando pessoas diferentes, que o acompanhavam durante um trecho, às vezes mais longo, às vezes mais curto. Alguns o acompanharam pela vida toda. Eram sócios, amigos, companheiros, vizinhos, colaboradores e inclusive adversários. Em geral, o caminho se apresentava sereno, agradável, em sintonia com seu espírito e com sua natureza pessoal. E, ainda que não estivesse livre dos pesares naturais impostos pela vida, o sentia como o caminho de sua vida.

De vez em quando, olhava para trás, para seus pais, e relembrava com gratidão as moedas recebidas. E quando observava o transcurso de sua vida ou olhava para seus filhos ou se recordava de tudo que conquistou no âmbito pessoal, familiar, profissional, social ou espiritual, a imagem de seus pais surgia e ele se dava conta de que tudo aquilo fora possível graças ao que havia recebido deles, e que com seu êxito e com suas conquistas os honrava.

Dizia a si mesmo: Não há fertilizante melhor que as próprias origens, e então seu peito voltava a se encher da mesma sensação abrangente que lhe havia preenchido na noite em que sonhou que recebia as moedas.

Outra noite qualquer, de outro tempo qualquer, outra pessoa teve o mesmo sonho, já que, cedo ou tarde, todos chegamos a ter esse mesmo sonho. Vinham seus pais e depositavam algumas moedas em suas mãos. Nesse caso, também não sabemos se eram muitas ou poucas, se eram milhares, centenas, uma dezena ou apenas um par. Não sabemos de que metal eram feitas, se de ouro, prata, bronze, ou ferro…

Ao sonhar que recebia em suas mãos as moedas de seus pais, a pessoa sentiu certo incômodo. Sentiu-se invadida por uma amarga inquietude, por uma sensação de tormento e um dilacerante mal-estar. Dormiu o restante da noite remexendo-se agitado entre os lençóis.

Ao despertar, o indivíduo, ainda agitado, sentiu um incômodo que parecia raiva, mas que também tinha algo de queixa e ressentimento. Sua expressão era de sofrimento e inconformismo. Revoltado e ligeiramente envergonhado, decidiu caminhar até a casa de seus pais. Ao chegar, olhando-os de soslaio disse:

“Na noite passada, vocês vieram a mim em sonho e me entregaram algumas moedas. Não sei se eram muitas ou poucas, também desconheço de que metal eram feitas, se eram de metal precioso ou não. Não importa, porque me sinto vazio, prejudicado, ferido. Venho lhes dizer que suas moedas não são boas nem suficientes. Não são as moedas de que necessito nem as que mereço, nem as que me correspondem. Portanto, não quero e não aceito, ainda que tenham vindo de vocês e que cheguem a mim por meio de vocês. Com elas meu caminho seria muito duro ou muito triste e eu não conseguiria ir longe. Caminharei sem as suas moedas.”

E os pais, que como todos os pais se sentem menores e sofrem quando não têm o reconhecimento dos filhos, retiraram-se diminuídos e tristes para o interior da casa. Com desgosto e angústia, compreenderam que podiam dar ainda menos do que haviam dado àquele filho, porque diante da dificuldade de aceitar e receber, a grandeza e o desejo de dar se fazem pequenos e definham. Fizeram silêncio, contando que, com o passar do tempo e a sabedoria que a vida traz, talvez chegassem a endireitar os rumos falidos do filho.

É estranho o que aconteceu em seguida. Após ter pronunciado aquelas palavras perante os pais, o filho se sentiu impetuosamente forte, mais forte do que nunca. Tratava-se de uma força extraordinária: a força feroz, teimosa e gigante que surge da oposição aos feitos e às pessoas. Não se tratava de uma força genuína, como a que resulta da aceitação dos acontecimentos e está em concordância com as transformações da vida, mas de uma força apaixonada e intensa.

Era o tipo de força que configura a paisagem do sofrimento humano, aquela em que as pessoas tratam de se apoiar quando precisam de coragem e de humildade suficientes para aceitar a realidade tal como ela é, e a nossos pais tal como são. A falsa força que nos concede a oposição das coisas, o ressentimento para com as pessoas e a postura de vítimas diante dos fatos vividos.

Com o tempo, essa pessoa aprendeu que nenhum sofrimento concede direitos, nenhuma postura existencial edificada sobre feridas concede merecimentos e que o único sentido desse sofrimento, que não é dor, é fazer sofrer os demais, já que unicamente a dor genuína desperta a compaixão. Mas, naquele dia, o indivíduo abandonou a casa dos pais dizendo a si mesmo: Nunca mais. Sentia-se forte, mas também vazio e vulnerável. Ainda que desejasse, não conseguia ficar em paz.

Na medida em que se afastava da casa de seus pais, sentiu seus pés se elevarem alguns centímetros do solo e seu corpo, um tanto flutuante, não podia se aperceber de seu peso real. E sentiu algo ainda mais surpreendente: cada vez que abria os olhos, tinha a impressão de que via a mesma coisa, um horizonte fixo e estático.

O indivíduo foi desenvolvendo uma sensibilidade especial. Assim, quando encontrava alguém ao longo do caminho, o contemplava com uma enorme esperança e, inconscientemente, se perguntava: “Será essa a pessoa que tem as moedas que mereço, das quais necessito e que me correspondem, as moedas que não aceitei de meus pais porque eles não souberam me concedê-las de maneira justa e conveniente? Será essa a pessoa que tem o que mereço?

Em certa ocasião, a resposta foi afirmativa, e tudo pareceu fantástico. O indivíduo se apaixonou e sentiu que tudo à sua volta era maravilhoso. E, sem se dar conta, começou a esperar que o outro tivesse e lhe desse aquilo que não aceitara de seus pais.

Contudo, ainda que a esperança de encontrar as moedas lhe resultara a princípio inebriante, quando a paixão acabou se convertendo em uma relação e a relação durou tempo suficiente, o indivíduo descobriu que o outro não tinha o que lhe faltava, ou seja, aquelas moedas que não havia aceitado de seus pais. “Que pena!”, disse. E então se queixou amargamente de sua má sorte, culpando o destino.

Ele se sentiu desenganado, submetido a um tormento emocional que tomou forma de desespero, desgosto, crise, turbulência, enfado, frustração. É que, embora ainda não soubesse, o outro só podia lhe dar aquilo que tinha e aquilo que lhe correspondia por sua posição, ainda que queira lhe dar tudo e o ame plenamente, pois um casal é uma relação entre adultos fundamentada na igualdade de classe, na troca equilibrada e na sexualidade.

Em certo momento de sua vida, esta pessoa teve um filho, e seu desgosto se tornou mais doce e esperançoso, mais moderado. Então, tornou a se perguntar: “Será que este filho tão amado que espero tem as moedas que mereço, das quais necessito e que me correspondem, aquelas que não aceitei de meus pais porque não souberam me dar de maneira justa e conveniente? Será este o ser que tem aquilo que mereço?”

Quando respondeu novamente que sim, foi maravilhoso, formidável, e o indivíduo começou a sentir um vínculo especial com aquele filho, um vínculo assombroso, muito estreito, cheio de expectativas e anseios. De maneira inconsciente, a pessoa estava convencida de que o filho tinha as moedas de que necessitava e não tardaria em lhe dar.

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Mas passou o tempo, e o filho, como a maioria dos filhos, desejou ter vida própria e pôr em prática seus propósitos de vida independentes. Amava a seus pais e desejava fazer o melhor por eles, mas a pressão de ter uma vida própria lhe resultava exigente, imperiosa e avassaladora como a sexualidade.

Assim, o indivíduo um dia compreendeu que tampouco o filho tinha as moedas de que necessitava, que merecia e lhe correspondiam. Sentindo-se mais vazio, mais órfão e desorientado que nunca, entrou em crise. Adoeceu. Estava na fase média da vida e se encontrava de uma forma que nenhum argumento já o sustentava, nenhuma razão o acalmava. Sentiu seu interior se quebrar e gritou: “SOCORRO!”

Havia tanta urgência em seu tom de voz! Seu rosto estava tão desfigurado! Nada o acalmava, nada podia confortá-lo. E o que ele fez? Foi a um terapeuta. O terapeuta prontamente o recebeu. Olhou profunda e pausadamente para o indivíduo e disse: “Eu não tenho as moedas.”

O terapeuta viu nos olhos de seu paciente que ele continuava buscando as moedas no lugar errado e que, no fundo, desejava se equivocar mais uma vez. Ele sabia que as pessoas desejam mudar, mas também que lhes custa dar o braço a torcer, não tanto por dignidade, mas por teimosia e costume.

Mas o terapeuta, que sabia que não tinha as moedas em mãos, pensou: Amo e respeito melhor meus pacientes quando também posso fazer o mesmo com seus pais e com sua realidade tal como é. Ajudo quando sou amigo das moedas que lhes cabem, quaisquer que sejam.

Na realidade, aquele terapeuta já vira muitas pessoas em situações similares e sabia que o paciente, e o menino que segue vivendo em seu interior, continua amando profundamente seus pais e lhes guarda lealdade, ainda que o ardor das feridas e outras causas lhe impeçam de aceitar suas moedas. É que, nas profundezas da alma, ainda que o filho reprove seus pais, também se identifica com eles. E, quando não pode acolhê-los e amá-los, tampouco consegue amar a si mesmo. Por isso, seu enfoque é o amor a tudo e a todos.

Naquela primeira visita, o terapeuta acrescentou: Eu não tenho as moedas, mas sei onde estão e podemos trabalhar juntos para que também você descubra onde estão e como pegá-las”. Então, o terapeuta trabalhou com esse indivíduo e lhe mostrou que durante muitos anos ele tivera um problema de visão, um problema óptico, um problema de perspectiva. Tivera dificuldade para ver claramente. Só isso.

O terapeuta o ajudou a ajustar o foco e a regular seu olhar, a perceber a realidade de outra maneira, a partir de uma perspectiva mais clara, mais centrada e mais aberta aos propósitos da vida. Uma maneira menos dependente dos desejos pessoais do pequeno eu que sempre tenta nos governar.

Um dia, enquanto esperava pelo paciente, o terapeuta pensou que havia chegado o momento de dizer, por fim e claramente, onde estavam as moedas. E, nesse mesmo dia, como que por encanto, o paciente chegou com outra coloração de pele. As feições de seu rosto haviam se suavizado. E disse: “Sei onde estão as moedas. Continuam com meus pais.”

Primeiro soluçou, em seguida chorou abertamente. Depois veio o alívio, a paz e a sensação de calor no peito. Por fim! Então, dirigiu-se novamente, como anos atrás, à casa de seus pais. Quando ali chegou, olhou-lhes nos olhos e disse: “Durante todos estes anos tive um problema de visão, uma perspectiva ilusória. Não via claramente. Sinto muito. Agora posso ver e venho dizer-lhes que aquelas moedas que recebi de vocês em sonho são as melhores moedas possíveis para mim. São suficientes e me correspondem. São as moedas que mereço e são adequadas para que eu possa seguir adiante. Venho lhes agradecer. As aceito com gosto porque vêm de vocês, e com elas posso seguir trilhando meu próprio caminho.”

Então os pais, que como todos os pais se engrandecem pelo reconhecimento dos filhos, voltaram a florescer, e o amor e a generosidade fluíram novamente com facilidade. O filho voltava a ser filho plenamente porque era capaz de aceitá-los. Os pais, sorridentes, o olharam com ternura e responderam: “É um bom filho. Pode ficar com todas as moedas, pois lhe pertencem. Pode gastá-las como quiser e não é preciso devolvê-las. São seu legado, único e pessoal, para você. Pode ter uma vida plena.”

Foto: Nmagazine

Então, o filho também se sentiu grande e pleno. Percebeu- se completo e rico e pôde deixar em paz a casa dos pais. À medida que se afastava, sentiu os pés firmes, pisando intensamente no solo, seu corpo também assentado na terra e os olhos voltados para um caminho claro e um horizonte promissor. Também sentiu algo estranho: perdera a força impetuosa que se alimentava do ressentimento, do vitimismo e do excesso de conformismo, mas agora tinha uma força simples e tranquila, uma força natural.

Percorrendo o caminho que restava de sua vida, encontrou outras pessoas com as quais caminhou lado a lado como acompanhante, durante um trecho, às vezes longo, às vezes curto, outras, para sempre. Sócios, amigos, casais, vizinhos, companheiros, colaboradores, inclusive adversários.

Em geral, seu caminho foi sereno, prazeroso, em sintonia com seu espírito e com sua natureza pessoal. Tampouco esteve isento dos pesares naturais impostos pela vida, mas sentia que aquele sim era o caminho de sua vida. Um dia se aproximou da pessoa pela qual havia se apaixonado, crendo que ela tinha as moedas e disse:

“Durante muito tempo tive um problema de visão, e agora que enxergo claramente lhe digo: Sinto muito, esperei demais dessa relação. Foram demasiadas as minhas expectativas, e sei que isso foi uma carga muito pesada para você e agora a assumo. Tomo consciência e a libero. Assim, o amor que tivemos pode seguir fluindo. Agradeço. Agora tenho minhas próprias moedas.

Em outro momento foi até seu filho e disse: “Você pode aceitar todas as minhas moedas, porque eu sou uma pessoa rica e completa. Agora já peguei as minhas de meus pais.” Então, o filho se tranquilizou, se fez pequeno em respeito a ele e se sentiu livre para seguir seu próprio caminho e aceitar suas próprias moedas.

Ao fim de seu longo caminho, o indivíduo se deteve a repassar a vida vivida, o amado e o sofrido, o construído e o danificado. A tudo e a todos conseguiu dar um bom lugar em sua alma. Acolheu a todos com doçura e pensou: Tudo tem sua hora na vida: a hora de chegar, a hora de perma- necer e de partir. Uma metade da vida é para subir a montanha e gritar aos quatro ventos “Eu existo!” E a outra metade é para o declínio até o vazio, onde tudo é desprender-se, alegrar-se e celebrar. A vida tem seus assuntos e seus ritmos sem deixar de ser o sonho que sonhamos.

Luciane Strähuber – Educadora da Terapêutica Integrada

Fonte: “Onde estão as Moedas? As Chaves do vínculo entre pais e filhos” – Livro de Joan Garriga Bacardi

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