Artigos, Orgânicos: Produtos e Alimentação

Alimentos Orgânicos: Uma semana de consumo reduz pesticidas no corpo

Compartilho aqui um dos inúmeros resultados positivos de estudo e pesquisa sobre o poder medicamentoso dos alimentos orgânicos para o corpo. A jornada para substituirmos todos os produtos que usamos, desde um simples sabão em barra para lavar louça quanto um shampoo, de fato é longa – esses produtos acabam sendo tóxicos a médio e longo prazo, deixando resíduos no organismo e afetando processos necessários de absorção de nutrientes. Mas, o primeiro passo começa com o básico: o alimento. Como a medicina indiana ensina: o ideal é que tudo aquilo que usamos no nosso corpo seja igual ao que ingerimos.

Sabemos que hoje existe conteúdo de sobre sobre orgânicos, desde estudos científicos, livros, histórias reais de pessoas que foram beneficiadas, até uma extensa lista de documentários. Cada vez mais pessoas estão aderindo a esse movimento como princípio de vida e saúde integral. Ao longo desse tempo, comprovou-se que mesmo pessoas com deficiências metabólicas e doenças crônicas, geralmente acompanhadas por um coquetel de medicamentos alopáticos, foram capazes de reencontrar a vitalidade e, em muitos casos, a cura através de uma alimentação orgânica adequada, em substituição às antigas medicações.

Minha sugestão a todos os que estão lendo esse artigo é que comecem a inserir os orgânicos na alimentação diária, substituindo aos poucos aquilo que o bolso também permite. Presenciei casos de pacientes, alunos, amigos e conhecidos que com uma alimentação orgânica, vitaminas, minerais e oligoelementos adequados ao seu caso, assim como a inserção de sucos desintoxicantes, melhoraram significativamente o seu estado de saúde e deixaram de usar certas medicações. Este é apenas o primeiro passo, onde o alimento passa a ter a função de prevenção. Contudo, ao longo de meses, com o efeito cumulativo no corpo, os resultados são visíveis e os benefícios também.

Leia mais sobre sucos desintoxicantes aqui: Sucos naturais, energéticos e desintoxicantes: nutrindo corpo, mente e alma

A dica é procurar principalmente nas feiras ecológicas e orgânicas de sua cidade, onde os produtos geralmente são mais em conta por serem vendidos direto pelo produtor. Ainda existem opções de empresas que fazem entregas de cestas orgânicas personalizadas, com opções de escolha, além de supermercados que já possuem muitas opções em suas prateleiras. O importante é ficar atento aos selos de certificação que precisam constar no produto – Ecocert, Orgânicos do Brasil, entre outros. Caso não tenham, procure se informar sobre a reputação/origem do produto e da empresa, fornecedor e/ou produtor.

ESTUDO

O resultado do estudo abaixo foi realizado nos Estados Unidos, mas lembremos que a política quanto ao uso dos agrotóxicos no Brasil está em sintonia ao país referido, e infelizmente foi alterada pelo presidente em exercício, comprometendo a saúde de muitos brasileiros tendo em vista a aprovação de substâncias que são banidas em outros países. Ainda assim, o movimento para uma alimentação orgânica e biológica continua crescendo. Sejamos, portanto, incentivadores e consumidores de orgânicos comercializados por produtores locais, para que o aumento da demanda permita também um aumento da oferta, possibilitando com isso a redução dos valores, maior quantidade e diversidade de produtos e novas empresas no mercado.

Um novo estudo revelou que em apenas uma semana ingerindo alimentos orgânicos já é possível constatar uma diminuição drástica nos níveis de pesticidas em adultos e crianças. Publicada na revista Environmental Research, a pesquisa mostra que, em média, os níveis de pesticidas diminuíram em 60,5% após apenas seis dias de alimentação totalmente orgânica.

O estudo encontrou reduções significativas de pesticidas que têm sido associados ao autismo, câncer, distúrbios autoimunes, infertilidade, disrupção hormonal – processo de interrupção ou desregulação na síntese de hormônios – e doenças de Alzheimer e Parkinson. Os declínios mais significativos envolveram organofosforados, uma classe de pesticidas altamente neurotóxicos ligados a danos cerebrais em crianças: o estudo descobriu uma queda de 95% nos níveis de malatião e uma redução de quase dois terços em clorpirifós. Os organofosfatos são tão tóxicos para o desenvolvimento de cérebros de crianças que os cientistas recomendam uma proibição total.

“Todos nós temos o direito a alimentos isentos de pesticidas tóxicos. Os agricultores e trabalhadores rurais que cultivam a comida da nossa nação e as comunidades rurais em que vivem têm o direito de não serem expostos a produtos químicos ligados ao câncer, ao autismo e à infertilidade. E a maneira como cultivamos alimentos deve proteger e não prejudicar nosso meio ambiente. Precisamos urgentemente de nossos líderes eleitos para apoiar nossos agricultores na disponibilização de alimentos orgânicos saudáveis ​​para todos”, afirmou o co-autor Kendra Klein, PhD, cientista sênior da equipe da Amigos da Terra.

PESQUISA E RESULTADOS

O estudo testou a urina de quatro famílias americanas diferentes em Oakland, Minneapolis, Atlanta e Baltimore. Primeiro, foi analisado o resultado de seis pessoas com alimentação convencional, fazendo uso de produtos com agrotóxicos; depois, com uma dieta controlada onde havia somente alimentos orgânicos disponíveis, também por seis dias.

As principais conclusões foram:

  • 61% de queda no clorpirifós: pesticida neurotóxico conhecido por danificar os cérebros em desenvolvimento das crianças. A exposição está associada ao aumento do risco de autismo, dificuldades de aprendizagem, TDAH, perda de QI.
  • Queda de 95% no malatião, outro pesticida organofosfato neurotóxico e um provável carcinógeno humano, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.
  • Queda de 83% na clotianidina, um pesticida neonicotinóide. Os neonicotinóides estão associados à desregulação endócrina e mudanças no comportamento e atenção, incluindo uma associação com o transtorno do espectro do autismo. Os neonicotinóides também são os principais responsáveis ​​pelas enormes perdas de polinizadores e insetos, levando os cientistas a alertar para uma “segunda nascente silenciosa”.
  • 43-57% de queda nos piretroides, uma classe de pesticidas associada à desregulação endócrina e efeitos adversos no desenvolvimento neurológico, imunológico e reprodutivo.
  • 37% de queda no 2,4-D, um dos dois ingredientes do Agente Laranja. O 2,4-D está entre os cinco principais pesticidas mais comumente usados ​​nos EUA e está associado a desregulação endócrina, distúrbios da tireóide, aumento do risco de linfoma de Parkinson e não-Hodgkin, toxicidade para o desenvolvimento e reprodutiva e outros problemas de saúde.

Segundo Sharyle Patton, co-autor do estudo, este importante estudo mostra a rapidez com que podemos livrar nossos corpos de pesticidas tóxicos, escolhendo orgânicos. E ainda diz: “Parabéns às famílias que participaram do estudo e sua disposição de contar suas histórias em apoio à criação de um sistema alimentar onde o orgânico esteja disponível para todos.” Publicação do estudo completo (em inglês) você confere aqui.

Dica de documentários sobre o assunto: 1. Food Matters (2008); 2. Fat Sick and Nearly Dead I e II (2010 e 2014 – Joe Cross); 3. The Human Experiment (2013); 4. Live and Let Live (2013); 5. GMO/OMG (2013); 6. Food Chains (2014); 7. Cowspiracy: o segredo da sustentabilidade (2014); 8. The True Cost (2015); 9. DEMAIN (Amanhã – 2015); 10. The Kids Menu (2016: com Joe Cross). 

Luciane Strähuber – Educadora e Consultora da Terapêutica Integrada

Fonte complementar: CicloVivo

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