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Dharma: O Caminho da Alma em meio ao Carma

“Karma e Dharma são apenas uma outra forma de explicar Causa e Efeito” (Vedam Clementi)

“As escolhas da alma levarão você por caminhos longos, com objetivos estruturados e conquistados a longo prazo, fora do tempo do ego e dentro do tempo da alma. Mas, serão estes os caminhos mais frutíferos que você terá conquistado. O Caminho da Alma é o Dharma em meio ao Carma. 

Fique atento aos caminhos rápidos e fáceis demais. Eles levam a desilusões, frustrações e fracassos. Embora necessários ao nosso aprendizado e crescimento, sempre custam um preço alto para a alma. Para alguns, podem ser vistos como uma grande perda de tempo, porque a rota do propósito da alma foi desviada. 

Portanto, não se demore demais pelos caminhos fáceis: não crie muitos galhos nesse tipo de território. Peça à alma que leve suas raízes para uma terra fértil onde possam aprofundar com tranquilidade, mesmo que leve tempo até alcançar essa condição. Assim, poderá criar muitos galhos, porque raízes profundas permitem a expansão de uma árvore com uma copa maior.

Para modificar a realidade atual e o Carma, precisa-se criar um modelo novo seguindo o Dharma: o caminho da sua alma. De dentro do Dharma, surgirão ações e escolhas novas, provindas de um espaço de “não-mente” – isento da mente que mente – capaz de transformar a realidade atual e torná-la obsoleta a partir da criação de algo novo, de dentro para fora, refletindo do seu interior para o exterior.

O caminho da alma leva a conquistas interiores e à expansão da consciência, uma forma de visionar os objetivos e a vida com outros olhos: aqueles que são capazes de ver nas sombras a luz, e na luz as sombras, ambos como parte do processo de evolução, de morte e renascimento, do fenecer e renascer, deixando para trás e aprendendo a soltar, sem resistência, tudo o que não serve mais para os próximos passos.

Os caminhos do Carma sem Dharma são fáceis, efêmeros. Podem ser caminhos longos quando nos levam em direção à uma morte interior de partes nossas – partes do nosso Eu que podem ter sido traumatizadas, bloqueadas ou esquecidas. Essas mortes são necessárias e acontecem quando precisamos trazer algo novo de dentro de nós, mas precisam vir com a luz da consciência para não nos perdermos por tempo demais nas próprias sombras.

Seguir um caminho de Carma sem Dharma pode nos custar caro em nome de acordos de sacrifício, conscientes ou inconscientes, que sequer imaginamos que um dia estaríamos envolvidos, emaranhados ou mesmo que os teríamos assinado. Esses contratos – crenças interiores que nos travam ou limitam – podem ter sido “absorvidos” por nós antes do nosso nascimento, sem que tivéssemos conhecimento. Dos nossos antepassados os herdamos como modelo. E se não desenvolvermos a visão da alma, tomando consciência deles, permaneceremos cumprindo-os, assinando-os e permitindo que nublem a nossa visão, a nossa mente e o nosso progresso.

Nessa terra de crenças limitantes, é onde geralmente estamos emaranhados juntamente ao território do Carma de outrem. Vamos precisar reunir esforços, paciência, resiliência e coragem para sair e nos desapegarmos dele, retomando o caminho da nossa alma através do autocuidado, do auto-amor, do autoconhecimento, realizando nosso Dharma mesmo em meio ao Carma. 

Se neste plano material você está encarnado, ainda há muito por fazer por si e pelos que estão ao seu redor. Acreditar em palavras doces demais é uma ilusão nesses tempos. Precisamos estar atentos e presentes. Acreditar em gurus e seres humanos que se dizem “ascensionados” é seguir e escolher os caminhos fáceis e efêmeros, que geram grandes buracos negros no emocional e lacunas de tempo perdido nos espaços da alma. Quantos de nós já caíram nas teias dos ditos gurus, acreditando em discursos de Luz e verdade quando em meio a duas verdades há sempre uma mentira? Quando o brilho disfarçado de Luz ofusca e vicia? 

Foto por Noelle Otto em Pexels.com

Perder tempo acreditando que outros vão fazer por você o que você precisa fazer por si é o mesmo que deixar a porta da sua casa aberta para qualquer um entrar ou entregar de mão beijada o seu Dharma a outrem – junto do Dharma, a sua energia vital e o seu progresso. Essa escolha geralmente resulta em mais Carma por você não estar cumprindo o seu Dharma, trilhando o caminho que a sua alma definiu para você. 

Como saber, então, se você está trilhando o caminho da sua alma? Um primeiro passo: ouvir sempre a sua intuição aliada à reação do seu corpo. Quando algo está errado ou quando estamos seguindo por um caminho que nos aponta um “sinal amarelo” (atenção!), nossa intuição e nosso corpo são os primeiros a dar sinais. Ouça-os e siga-os.

Já quando se está seguindo um propósito claro, com um significado essencial e profundo, sentimos que as coisas trabalham ao nosso favor, as avenidas da vida tem sempre um “sinal verde” diante das nossas ações e objetivos. Mesmo que levem tempo para serem alcançados, vamos fluindo como a água em meio às pedras, deixando que a correnteza do rio nos leve até onde precisamos chegar.

Um segundo passo: estar atento aos seus sonhos e percepções, ao que a vida traz e ao que você atrai, sabendo contemplar, perceber e se sintonizar à linguagem da natureza. Essas ações também nos trazem clareza e discernimento. O universo é um grande tarô.

Um terceiro passo: exercitar o seu observador interno para lapidar-se, transformar-se, reinventar-se e evoluir sempre. Observar, reconhecer, aprender e transformar as suas sombras – o que ainda não é conhecido ou que foi bloqueado por você como suas crenças, traumas e pensamentos limitantes, por exemplo, podem ajudar. Precisamos tirar “o velho” de dentro de nós para o novo entrar e ocupar.

E por fim, estar aberto para receber tudo o que é seu por direito divino. Todos nós merecemos ter todos os recursos para o nosso aprendizado e evolução ao seguir pelos trilhos da alma. A Vida e a alma nos trazem esses recursos naturalmente quando estamos no caminho que consideramos digno, inspirador ou melhor para nós. Tudo flui, tudo se abre. O bem que queremos para nós se estende. O vibramos e irradiamos.

Seja em situação boas e felizes, seja em momentos difíceis e desafiadores, recebemos sempre apoio do outro lado, onde nossa alma e nossos irmãos de alma se encontram, de onde nossa família espiritual e nossos antepassados, que encontraram a luz da consciência, nos enviam forças, coragem, sabedorias antigas e curativas para continuarmos seguindo por um caminho que já percorreram. É a força vital das nossas raízes.

A alma não cobra, ela ensina e está sempre disposta a dar e a aprofundar tanto quanto for o seu desejo mais profundo de crescer, progredir, transformar e evoluir na matéria e no espírito. Mesmo que o caminho seja longo, um passo de cada vez com firmeza, um pequeno passo firme e corajoso em direção à mudança e ao seu propósito, é um grande passo em direção ao progresso do Ser. 

A capacidade de rir dos próprios erros e do próprio tombo depois que a raiva e a frustração passam é uma dádiva. Aprendemos muito sobre resiliência, compaixão e auto-amor quando voltamos para o nosso centro depois de uma tempestade ou transformação interior, compreendendo que nossos pensamentos e crenças são as nossas maiores jaulas.

O Carma representa tudo aquilo que ainda precisamos aprender: uma programação a ser transformada e evoluída, mesmo que herdada. O Dharma, uma programação que carregamos na alma, que já conhecemos de vidas, de terras longínquas, e que desempenhamos muito bem: nosso dons e talentos natos que sempre vem recheados de amor, inspiração, força de vontade e partilha.

Achar que o caminho do Dharma em meio ao Carma virá sem problemas, sem obstáculos e com paz permanente é uma ilusão – a vida é movimento e impermanência. Os obstáculos, muitas vezes, nos trazem uma nova visão para fazermos diferente e, assim, encontrarmos um caminho com mais leveza e paz interior. A paz e a estabilidade vem de dentro. O Dharma também.

Mensagem de Yehuá© – Por Luciane Strähuber (Todos os Direitos Reservados)

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