Artigos, Terapias Integrativas

Reiki ou Passe: qual a diferença?

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Artigo atualizado em 07 de dezembro/ 2019.

Com a grande demanda de leitura sobre esse assunto, me propus a atualizar o artigo – escrito há 7 anos atrás – para que as divergências de opinião, respeitadas que devem ser conforme as crenças de cada um, não nublem o objetivo principal dessas palavras: o esclarecimento que advém do autoconhecimento e da experiência pessoal intransferível que obtemos com a prática.

Tive contato com o espiritismo desde os 7 anos de idade, filosofia e conhecimento que serviu de base espiritual por muitos anos de minha vida, uma experiência pela qual sou muito grata e que serve, até hoje, como um degrau na escada da evolução de muitos de nós. Contudo, mesmo na infância, sempre me interessei por conhecimentos dos mais diversos, em especial os tratamentos que chamo de “antigos saberes”, provindos da medicina da Mãe Natureza e existentes em qualquer cultura e civilização muito antes de ganharem nomes ou “rótulos humanos”.

Ao longo de minha trajetória, há mais de dez anos ministrando cursos e vivências ligados ao autoconhecimento, à autocura ou ao Reiki e seus diferentes Sistemas, observei essa dúvida chegando até mim por inúmeras pessoas, jovens, adultos e idosos: qual a diferença entre Reiki e Passe?

Com a crescente difusão do Reiki – que certamente poderia ser chamado de doação de energia através da imposição de mãos, assim como vemos outras artes e filosofias orientais com o mesmo objetivo – percebo a continuidade desta pergunta em minhas experiências em grupos e nos atendimentos já realizados.

Devido à essa demanda, permiti-me deixar este tema aqui registrado como forma de esclarecimento, principalmente àqueles que porventura recebem informações distorcidas a respeito, sejam provindas por crenças pré-concebidas ou julgamentos, seja pelo simples fato do conhecimento não ter sido adequado à realidade em que vivemos.

Acredito que toda a forma, técnica ou tratamento que envolve harmonização em direção à cura necessita evoluir e se adaptar de acordo com a realidade vigente, mesmo sendo um conhecimento evidenciado há milênios, uma vez que vivemos em outra época, com novas necessidades.

Na antiguidade, o Reiki possuía inúmeras variações de acordo com a cultura onde era inserido: Egito, Índia, Japão, China, Tibete, Hawai (Kaunas), nas tribos indígenas norte americanas, entre outros locais e civilizações. Em outras regiões do planeta, também se desenvolviam processos de cura muito semelhantes e que não eram chamados de Reiki.

Se no passado já havia esta sabedoria unificadora, onde o conhecimento era adaptado à realidade vigente, porque na Era da globalização, onde a interrelação e a integração de conhecimentos diferentes têm sido recorrentes e bem vindas para chegarmos com mais eficácia e rapidez ao mesmo objetivo – cumprindo cada um seu papel específico – isso seria diferente?

De um ponto de vista mais global, isso se assemelha a tratarmos um paciente unindo o conhecimento e o trabalho de diferentes profissionais ou de uma equipe multidisciplinar – como já vemos em vários espaços que atuam através da medicina integrativa e das práticas ou terapias integradas – como constelação familiar, homeopatia, massoterapia, yoga e terapia cognitiva, por exemplo. Esse método unificado de tratamento já é reconhecido em muitos países como uma forma mais eficaz e rápida de auxiliar tanto na harmonização do paciente, quanto na prevenção de doenças físicas e desequilíbrios de várias ordens.

Felizmente hoje, muitas casas espíritas têm ampliado seu leque de tratamento, mesmo que dentro de outros espaços ainda existam tabus com relação a unir diferentes tipos de trabalho. Quando este artigo foi publicado, era comum ouvir de médiuns passistas a dificuldade em tocar neste assunto em casas mais tradicionalistas. Em outros casos, o médium também não tinha permissão de trabalhar numa casa espírita ou espiritualista – sem generalizar – e realizar atendimentos de Reiki em suas horas vagas.

Na época, assim como faço agora, ressalto que não há julgamento quanto a esta constatação, nem uma generalização do caso, uma vez que temos visto o Reiki sendo inserido nos tratamentos de casas espíritas, espiritualistas, espaços holísticos, consultórios terapêuticos, consultórios de profissionais de saúde em geral, em hospitais, ambulatórios hospitalares e postos de saúde destinados à comunidades locais. Estes fatos foram apenas uma prova viva recorrente, cujos relatos chegavam através de amigos, conhecidos, pacientes e alunos.

Complementando a reflexão, transcrevo abaixo uma orientação recebida através dos mentores espirituais que me acompanharam no período em que desenvolvi este trabalho, também tendo por base o conceito e o processo de transmissão de energia segundo a física quântica e o próprio espiritismo:

Muitas pessoas tendem a perguntar: qual a diferença entre o Reiki e o Passe magnético? Diria que não existe diferença no que se refere à fonte de energia, na medida em que ambos, o Reikiano e o médium passista, são apenas canais através dos quais a Energia Vital do Universo flui, tendo por base a intenção de cura e a energia de amor provinda do coração de cada um.

A diferença entre ambos está na metodologia, na técnica de trabalho e no tempo de aplicação. Em alguns cursos de Reiki, menciona-se que o Reikiano não perde energia, o que é fato, e vamos compreender o porquê: mesmo o Reikiano sendo um canal de energia universal, também é natural que ocorra uma pequena parcela de doação da sua própria energia, a qual chamamos de ectoplama, a “eterização” da energia física do ser humano, segundo a física quântica. Ou seja, a energia física sublimada em outra frequência energética, uma vez que estamos encarnados em um plano terreno. Portanto, não há perda, mas sim doação.

Isso quer dizer que (…) se a mente atua emitindo uma partícula, esta age ou se combina com algum tipo de partícula ou átomo do Cosmos (fluído universal), podendo resultar em uma energia cósmica positiva ou negativa, dependendo do tipo de interação que ocorreu. Estas energias, combinadas nas doses certas com a nossa do plano físico, produzem uma infinidade de fenômenos. (2003, p.68. HERVÉ, Ivan Vianna et. al.)*

Assim, é desta troca de partículas emitidas pelo mental com o fluído cósmico que resulta a energia cósmica; por esta razão, a energia do Reikiano ou do médium passista não pode estar dissociada deste processo, sendo sempre positiva quando envolve sua intenção de amor. E melhor dizendo, sendo sempre neutra, sem envolvimentos emocionais daquele que doa, mas fluindo também pelo portal do coração.

Com isso, reflitamos que o Reiki não é uma prática que exclui o trabalho pessoal individual e espiritual propriamente dito, assim como um trabalho em grupo – se assim a equipe espiritual de uma casa ou espaço de trabalho demandarem a necessidade. Mesmo envolvendo a harmonia e o equilíbrio do espírito através de inúmeras técnicas e “simbologias-portais”, o Reiki apenas não substitui um trabalho realizado por um grupo mediúnico, assim como um tratamento espiritual é complementar a um tratamento alopático.

Todas as formas, técnicas e tratamentos de harmonização que levam à cura podem caminhar juntas quando o objetivo for o mesmo: o retorno ao centro de equilíbrio do Ser. Uma forma de possibilitar que ambos – aquele que doa e aquele que recebe – estejam sendo aprendizes no caminho do autoconhecimento, na espiral da evolução através do amor.

Aquele que doa não cura, é apenas um canal. Aquele que recebe pode, através desse fluxo, ter mais clareza para compreender o seu processo de transformação interior, trabalhar-se e desenvolver-se até chegar à cura, nada mais sendo do que encontrar o seu próprio centro e aprender a manter-se nele. E ambos, na sua humildade e igualdade como seres humanos, podem seguir aprendendo um com o outro e, no seu percurso, abrindo caminho para outros que iniciam a sua jornada sem nada saber. Namaste! ❤

Luciane Strähuber – Educadora da Terapêutica Integrada, Master Reiki Universal e eterna aprendiz, investigadora e cientista da Vida e de si mesma!

Fonte de livro mencionado: Apometria: a conexão entre a ciência e o espiritismo – Ivan Vianna Hervé e Outros (Baseado nos ensinamentos do Dr. Lacerda) | Sugestão de leitura complementar:

2 comentários em “Reiki ou Passe: qual a diferença?”

  1. Desculpe, mas conheço há mais de 20 anos Casas Espíritas que aceitam Homeopatas, profissionais de Reiki e profissionais que utilizam Florais.
    Moro em Porto Alegre/RS. Claro que existem casas espíritas convencionais que não admitem tratamentos que não sejam na linha da religião espírita. Já outras evoluíram nesta parte a bastante tempo.

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    1. Olá, Lise!

      Tudo bem?
      Com certeza, estamos vendo de forma crescente a medicina vibracional e integrativa em vários setores de saúde, espaços terapêuticos, centros espíritas e espiritualistas, e é maravilhoso poder ver o processo de crescimento dessas práticas ao longo de décadas!

      Este artigo foi escrito há 4 anos atrás e as considerações descritas nele aconteceram com base em experiência própria, assim como de alunos, colegas e amigos. Tendo consciência que cada experiência é única, certamente haverá pontos de vista diferentes.

      Hoje, podemos agradecer a profusão destes avanços quando acompanhamos projetos lindos sendo executados, onde até em hospitais vemos esta integração: a medicina alopática em comunhão à medicina vibracional, naturalista, holítica e integrada.

      De qualquer forma, agradecemos suas considerações, pois contamos sempre com a contribuição dos internautas para estarmos evoluindo e atualizando o conteúdo deste Blog/ Site, que visa apenas indicar caminhos nesta espiral infinita do conhecimento, do aprendizado e da sabedoria divina, para o despertar de consciência através do autoconhecimento.

      Um grande abraço de Paz e um ótimo final de semana! 😉

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